Problema em contexto
Projetar um artefato voltado ao problema delimitado no ensino superior.
Pesquisa · Metodologia
A pesquisa foi estruturada para investigar um problema prático no ensino superior, desenvolver o Método Significativo Empático e examinar sua utilização por meio de avaliação empírica.
Caracterização metodológica
A caracterização combina uma pesquisa aplicada e explicativa, com abordagem mista. A DSRM e o Modelo-DSR ocupam funções relacionadas, mas não equivalentes, dentro do protocolo.
Por que Design Science Research
A pesquisa escolhe a Design Science Research por sua adequação a uma investigação que precisa lidar com um problema prático em contexto específico por meio de um artefato e, simultaneamente, gerar conhecimento científico.
Por isso, construir a solução não é suficiente. A utilização do artefato precisa produzir evidências relacionadas ao problema real investigado.
Projetar um artefato voltado ao problema delimitado no ensino superior.
Investigar a aplicação e contribuir técnica e cientificamente para a Informática na Educação.
Modelo-DSR
O Modelo-DSR não organiza quatro caixas isoladas. O artefato é projetado para o problema, as conjecturas orientam sua concepção e a avaliação empírica examina sua utilização, o problema e as conjecturas.
O problema prático e as condições do contexto específico em que ele ocorre.
A solução projetada para resolver ou mitigar o problema delimitado.
As conjecturas teóricas que direcionam a concepção do artefato.
A investigação do uso do artefato, do problema e das conjecturas no contexto.
DSRM + Modelo-DSR
O Modelo-DSR oferece os elementos que relacionam problema, artefato, conjecturas e avaliação. A DSRM oferece uma estrutura sequencial iterativa para conduzir o percurso. A pesquisa integra ambos segundo sua necessidade e contexto.
Protocolo da pesquisa
A sequência torna o percurso compreensível; a linha de retorno mantém visível que sua execução não foi rígida ou engessada.
Compreender o contexto problemático, justificar o estudo e motivar a idealização do artefato.
Estabelecer o que o artefato pode realizar a partir do problema, da literatura, das teorias e das soluções já apresentadas.
Definir conceitos, funcionalidade e estrutura com base no planejamento, no estudo e no conhecimento teórico.
Colocar a solução em uso pela forma considerada apropriada ao problema e às avaliações definidas.
Analisar quantitativa e qualitativamente os dados coletados para produzir reflexão, aprendizagem e possíveis ajustes.
Apresentar o percurso e os resultados às partes envolvidas, interessadas e à comunidade científica.
Um processo iterativo
A pesquisa registra que não se espera uma obediência rígida à ordem das fases. A iteração favoreceu flexibilidade e ajustes adaptativos ao longo da execução, permitindo que reflexões e informações produzidas no percurso retroalimentassem o projeto.
Esse caráter também aparece no desenvolvimento: possibilidades puderam ser revistas quando não se alinhavam às conjecturas ou aos recursos disponíveis.